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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Dez Jogos e Brincadeiras para Educação Infantil




Desenvolver atividades em Educação Infantil não é nada fácil, em razão dos alunos serem muito pequenos e ainda por não corresponderem de forma motora a muitas atividades. Assim, seguem algumas sugestões que poderão auxiliar o professor no cotidiano da sala de aula, bem como fora dela.


Caixa de Sensações: o professor pode encapar uma caixa de tênis fazendo um furo em forma de círculo, com dez centímetros de diâmetro. O professor deverá organizar materiais como retalhos, flocos de algodão, pedaços de lixa, tampinhas, caixinhas e outros objetos e ir colocando-os por uma das extremidades, a fim de que a criança, com a mão do outro lado, identifique o material.

Caminho Colorido: com folhas de papel pardo, faça um caminho para que as crianças carimbem os pés, com tintas coloridas. É uma atividade que envolve muito as crianças, e as deixam muito felizes.

Atividades que desenvolvem a psicomotricidade

Toca do Coelho: Dispor bambolês no pátio da escola de forma que fiquem duas crianças em cada um e que sobre uma fora do bambolê. Ao sinal do professor, as crianças deverão trocar de toca, entrando duas em cada um. Sempre sobrará uma criança fora da toca.

De onde vem o cheiro? A professora irá passar perfume em um paninho e o esconderá na sala, num lugar fácil, onde os alunos deverão descobrir de onde vem o cheiro.

Dentro e Fora: Fazer uma forma geométrica bem grande no chão e pedir que as crianças entrem na delimitação desse espaço. Se quiser o professor poderá fazer outra forma dentro da que já fez onde irá pedir que os alunos adentrem também, explorando ainda que se a forma é pequena eles irão ficar apertados.

Arremesso: O professor fará uma linha no chão, usando fita crepe e as crianças deverão arremessar garrafinhas plásticas cheias de areia, para frente. O professor irá medir as distâncias e verificar quem conseguiu arremessar mais longe. Depois, em sala de aula, poderá fazer um gráfico explicativo.

Pneus: Esses podem ser usados para várias brincadeiras, como pular dentro e fora, se equilibrar andando sobre a parte de sua lateral ou ainda quem consegue rolar o pneu de um determinado lugar até outro sem deixá-lo cair.

Que som é esse?: Com faixas de tnt preto, vendar os olhos dos alunos e fazer diferentes barulhos usando instrumentos musicais, latas, brinquedos, etc., a fim de que as crianças identifiquem os mesmos.

Caixa Surpresa: Com uma caixa de papelão encapada, o professor irá mandar para a casa de um aluno a fim de que os pais enviem algum material que possa ser descoberto pelas crianças. O professor vai fazendo descrições do material, até que as crianças descubram o que é.

Pega-Pega Diferente: Dividir a turma em dois grupos e identificá-los com lenços ou fitas de cores diferentes. Após o sinal do professor os grupos deverão pegar uns aos outros e a criança pega deverá ficar num espaço delimitado pelo professor. Vence o grupo que tiver mais pessoas que não foram pegas.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia


Acolhendo a Criança no Ambiente Escolar








Uma das fases marcantes na vida da criança é a entrada na escola. O momento é tão novo para essa quanto para os pais que não estavam acostumados e verem seu filho no papel de aluno.


Quando se fala em uma fase tão nova como essa, pensa-se também no quanto o momento é difícil para a criança e para os pais. Por isso, é interessante que o professor proporcione um ambiente que transmita segurança ao aluno e confiança aos pais.

Atualmente, coordenadores e professores têm se preocupado em atenuar algumas dificuldades decorrentes da primeira separação da família. Como a escola é um contexto cheio de pessoas desconhecidas, especialistas apontam que o esforço do professor deve se concentrar em apresentar para a criança e para os pais que o ambiente é seguro.

Outra forma do professor estar contribuindo com o processo de adaptação da criança, consiste em manter a comunicação desde o início com os pais. Antes de planejar as atividades das primeiras semanas de aula, converse com os pais para conhecer o aluno, suas preferências, características. Especialistas afirmam ainda que essa comunicação pode ser orientada também à criança, no sentido do educador ser empático, observando o comportamento do aluno, e até mesmo perguntando sobre seus sentimentos, já que esse nem sempre consegue expressar o que está sentindo.

Outro aspecto para o qual especialistas chamam a atenção é quanto ao planejamento de atividades para as crianças de até quatro anos. Nessa faixa etária as crianças são egocêntricas, por isso o foco do professor deve estar em acolher a criança individualmente, uma vez que a integração desta ao grupo ocorre naturalmente, na proporção que ela se sente mais segura no novo ambiente.

Por Patrícia Lopes



A Pesquisa na Formação do Professor

No curso de graduação, o professor recebe um currículo necessariamente pluralista, de modo que só poderá se aprofundar em uma das especialidades de sua preferência no nível da pós-graduação. Mas ao iniciar a pós-graduação ou o trabalho docente, parece que fica lhe faltando uma experiência que, pode-se dizer, seria a mais enriquecedora: a pesquisa.


A delimitação e o controle de cada disciplina, com especificação de prazos, notas e tarefas contrasta frontalmente com a autonomia da pesquisa. Ao se dedicar a uma pesquisa, o professor, não habituado, passa por um doloroso e às vezes até fatal processo, uma vez que vê em suas mãos a escolha de temas, o controle dos trabalhos, o tratamento, a conclusão e a qualidade dos resultados sob sua responsabilidade.

Uma alternativa para atenuar esse efeito negativo seria oferecer ao professor em formação a oportunidade de contato com pesquisas e pesquisadores, por indicação e intermédio da própria faculdade de graduação.

De maneira especial, essa oferta poderia estar presente nos cursos das áreas científicas (física, química, biologia, matemática), que têm o papel da pesquisa como fator de concepção da própria matéria e da forma de ensiná-la, como um saber em construção.

Assim, professores e futuros professores seriam testemunhas vivas e participantes de um saber que se elabora e reelabora a cada momento, em toda a parte.

A perspectiva de formação de professores centrada na investigação encoraja o professor reflexivo a examinar o seu próprio ensino com vista ao aprimoramento de sua atuação. Dessa forma, as teorias práticas podem adquirir uma legitimidade que lhes é negada pelo ponto de vista dominante da ciência aplicada.

Sobretudo, cercada de desafios, o conceito da pesquisa, que requer definições mais amplas e flexíveis, pode prever melhorias das condições de trabalho dos professores e futuros professores, especialmente nas escolas, ambiente natural para o seu desenvolvimento profissional.

Eliane da Costa Bruini
Graduada em Pedagogia
Pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo - UNISAL

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O Mundo de Uma Garota com Autismo


Quando a canadense Carly Fleischmann tinha 2 anos, seus pais perceberam que ela se desenvolvia de forma diferente de sua irmã gêmea – não olhava para o rosto das pessoas, gritava com frequência, balançava o corpo para a frente e para trás por horas seguidas e não havia aprendido a falar ou a andar. Pouco depois veio o diagnóstico: uma forma severa de transtorno do espectro autista (TEA). Ela foi submetida a intervenções terapêuticas desde cedo, mas aparentemente apresentava poucos resultados.

No entanto, como conta seu pai, Arthur Fleischmann, aos 11 anos a menina surpreendeu a família e médicos e psicólogos que a acompanhavam: sentou-se um dia na frente do computador e, controlando os braços que insistiam em tremer, digitou as palavras “dor” e “ajuda”. Até então ela nunca havia dito ou escrito nada. Aos poucos, começou a escrever frases completas, lentamente, mas com fluência. “Se eu não bater a cabeça, parece que meu corpo vai explodir! É como se lutasse com meu cérebro o tempo todo”, digitou. Segundo relata, sua mente se sobrecarrega com sons, luz, sabores e aromas.
Hoje, aos 17 anos, Carly ofereceu informações para criar um site que simula a “descarga sensorial” que recebe em situações cotidianas, como ir a uma lanchonete – “Criamos saídas para bloquear a entrada excessiva de informações”, explica sobre alguns movimentos estereotipados de pessoas com autismo, como balançar os braços e girar o corpo.
Ao conferir a página da adolescente – que também escreveu, junto com seu pai, um livro sobre sua história, A voz de Carly (2012, sem edição em português) –, tem-se uma ideia de como eventos simples envolvem uma quantidade desgastante de estímulos para alguém com autismo: www.carlyscafe.com