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sábado, 1 de dezembro de 2012

Como Falar às Crianças sobre Sexualidade





Parece que, a cada ano que passa, as crianças se mostram mais espertas. Também pudera: assim como nós, adultos, elas também estão cercadas de informações, sejam elas vindas da TV, músicas, internet, ou mesmo de colegas e familiares; das mais diversas temáticas.
Freud, há quase um século, descreveu sobre a sexualidade infantil, provocando uma reação assustadora em muitos membros da sociedade. Graças a ele, hoje sabemos que o desenvolvimento da sexualidade humana começa com o contato físico, ou seja: quando ainda somos bebês, ao sermos segurados e acariciados; e que os atos de comer, urinar e defecar trazem grande prazer à criança.
Na atualidade, em muitas escolas, tal tema tem sido debatido, mas nem sempre educadores se sentem realmente seguros para direcioná-lo – ainda mais quando se trata de perguntas ou atitudes que exigem uma resposta ou intervenção rápida.
Diante do exposto, esse texto tem como objetivo auxiliar pais e professores quanto a isso. Uma justificativa adicional é o fato de que reprimir ou dar respostas erradas, provavelmente, fará com que a criança busque tais informações em outras fontes, o que pode fornecer respostas incorretas, ou mesmo expô-la a riscos desnecessários. Assim, criar um canal confiável de diálogo é fundamental e, para tal, pode ser interessante que pais e professores atuem em conjunto.
Provavelmente, a primeira dúvida manifestada será em relação aos órgãos genitais, como a diferença anatômica do pênis e da vagina. Utilizando os termos corretos, evitando apelidos, palavrões ou palavras de duplo sentido, farão com que as crianças percebam que se trata de algo sério e natural.
Não reprimir quando se tocam em tais regiões, mas, ao contrário, conduzi-las, sutilmente, a outras atividades, ou dizer que tal atitude incomoda o colega e/ou não é adequada àquele momento e lugar – assim como urinar ou defecar; são medidas mais sensatas do que simplesmente proibir. Até porque é inegável que, de fato, mesmo sendo crianças, são capazes de sentir prazer manipulando seus órgãos genitais. Assim, como explicar que algo que dá prazer é errado, ou feio? A malícia, na grande maioria dos casos, parte de nós, e não delas. Dessa forma, se se tratar de uma situação na qual a criança está se tocando, por exemplo, no banheiro, sozinha, a situação não deve ser reprimida e, tampouco, supervalorizada.
As respostas às perguntas devem ser feitas em uma linguagem acessível, de forma clara e objetiva, dizendo de forma simplificada exatamente o que a criança deseja saber, sem antecipar dúvidas. Caso não saiba a resposta (ou como responder), seja sincero, e busque o mais rápido possível dar esse retorno, ao invés de fingir que se esqueceu.
Quanto ao receio de estimular a criança de forma errônea, e antecipadamente, ao se trabalhar sobre a sexualidade, muitos estudos apontam que, na verdade, indivíduos bem esclarecidos tendem a adiar o início de sua vida sexual já que sua curiosidade já foi, em parte, saciada, e existe a ideia clara de que ir mais adiante requer responsabilidades e limites. Além disso, crianças esclarecidas tendem a ter risco significantemente menor de serem abusadas, já que sabem que troca de carícias e sexo deve ser algo consensual, entre pessoas mais velhas e, preferencialmente, envolvendo amor.

Outra atenção especial é quanto aos estereótipos atribuídos a homens e mulheres, ignorando o senso de diversidade. O foco deve ser dado nos aspectos que tangem as semelhanças e diferenças físicas, reforçando que ambos os gêneros devem ter oportunidades iguais, e respeito mútuo. Sobre isso, sugiro a leitura deste texto, de Lola Aronovich: uma produção muito interessante, que fala sobre uma campanha equatoriana contra o machismo, iniciada em 2008, e disponibiliza seus vídeos.

Como Utilizar a Televisão na Educação da Criança






É comum presenciarmos questionamentos a respeito do uso excessivo do computador, porém, é necessário discutir também a utilização da televisão, que geralmente ocorre de forma exagerada, a ponto de uma criança passar horas e horas de frente ao aparelho sem o controle de um responsável para filtrar o que é bom e aproveitável para ela. 

Apesar de não ser uma situação fácil, pois exige certo esforço dos pais, visto que terão que tentar, na medida do possível, verificar o que seu filho está assistindo, não se trata de uma conduta impossível de adotar, principalmente por ser uma questão voltada para propiciar benefícios que somarão na educação e no aprendizado da criança. 

O que se percebe é que grande parte dos pais apresentam diversas dúvidas em relação a esse assunto e se queixam da escola abordar muito pouco essa questão, devendo ter uma postura mais analítica e crítica. 

Com o objetivo de auxiliar os inúmeros pais preocupados com o que seus filhos estão acostumados a assistir na televisão, apresentamos algumas condutas que os pais ou responsáveis podem adotar visando à formação e a aprendizagem adequada conforme a faixa etária de cada criança; 

• Aos pais que trabalham fora o dia todo é recomendável que no momento em que estiver presente, evitar assistir TV todo o tempo, propondo outras atividades e até mesmo dialogando mais com a criança; 
• Lembrar que os pais são exemplos para os filhos, se têm a intenção de assistir algo que não condiz com a idade da criança deve assistir depois que a criança se deitar ou durante a ausência dessa no ambiente, até mesmo para assistir com liberdade. 

• Não impor para a criança que não deve assistir determinada coisa. Dependendo do programa, assista junto com ela, expondo as coisas positivas e/ou negativas, realizar questionamentos com a finalidade de saber por que a criança gosta de assistir certo programa também pode ser proveitoso, fazer acordos com a criança de forma que se torne menos nocivo à proibição de algo que passa na televisão; 

• Ter a consciência de que independente da idade que a criança apresente, sempre é possível modificar seus hábitos quanto à televisão. 

• Certas cenas, dependendo da idade da criança, devem ser totalmente evitadas; conforme o bom senso dos pais, algumas cenas podem ser assistidas e em seguida explicadas. 

Conforme a maneira utilizada, a televisão oferece conhecimento, mas não significa que a criança ao assistir programas televisivos fica mais inteligente do que a que não tem contato com esse tipo de atividade. 

É de suma importância que as pessoas que participam e são responsáveis pela educação de uma criança desenvolva a consciência de que a televisão não pode ser a única fonte de divertimento, informação e prazer. Oferecer alternativas para a criança enriquece a sua formação e evita a exposição inadequada e exagerada.

Além disso, os pais devem participar com os filhos dessa atividade, visto a importância de estar em contato com eles, estando a par do saber e da posição em relação às informações que estão sendo adquiridas, inclusive solicitando maior participação por parte da escola. 

Como Lidar com a Gravidez Psicológica?


Um sintoma começa a se manifestar e a pessoa desconfia que ele é decorrente de uma determinada doença, de acordo com seus conhecimentos básicos. Quando consulta um médico, descobre que esses sinais são consequência de outro quadro, e não daquela doença que foi imaginada. Por vezes, isso dificulta, inclusive, o diagnóstico do problema.
 Situação semelhante acomete a grávida psicológica. Sintomas como enjôos, menstruação atrasada e crescimento da barriga, que caracterizam uma gravidez, podem aparecer mesmo quando um embrião não foi fecundado. E ao pensar que está grávida, a mulher sofre alterações em seu corpo que podem levar outras pessoas, inclusive médicos, a também acreditarem na sua gestação.
“É descrito na literatura que 20% dos profissionais médicos acreditam que essa mulher esteja realmente grávida, baseados nos sinais que ela mostra. A barriga pode crescer mesmo e ela pode até sentir movimentação do bebê”, observa a ginecologista Eura Lage, professora da Faculdade de Medicina.
Além desses sintomas físicos, a gravidez psicológica, como o próprio termo sugere, também gera sintomas psicológicos na mulher. Mesmo após ter sua gestação desmentida por meio da menstruação, exames laboratoriais, clínicos ou de imagem, como o ultrassom, ela pode permanecer convicta de que está grávida. Segundo a ginecologista, é preciso fazer uma abordagem psicológica do quadro, já que esse apoio emocional é muito importante. “Deve-se discutir isso com a família, com um profissional da área de psicologia e, às vezes, é preciso até fazer algum tratamento com medicações”, revela.
Há dois tipos de mulheres que estão mais aptas a desenvolver uma gravidez psicológica: aquela que tem forte desejo, sem sucesso, e aquela que tem pavor de engravidar. “A primeira, então, precisa desse apoio psicológico, da família, e uma ajuda médica para ter uma gravidez real. Já aquela que tem pânico de engravidar tem que procurar uma equipe de planejamento familiar pra evitar essa situação e também apoio psicológico”, reforça Eura Lage.
Por fim, vale destacar as diferenças entre a gravidez psicológica e a simulada. De acordo com Eura, na gravidez simulada, a mulher tem intenção e, conscientemente, finge a gestação. Já na gravidez psicológica, é uma fantasia dela. “Nesse caso, a mulher realmente acredita que está grávida, por isso ela tem todos os sintomas e sinais. Então, ela merece um apoio relevante, principalmente quando ‘cair na real’, quando perceber que realmente não está grávida”, alerta.