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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

"Vida Maria"


 A animação, produzida quase que inteiramente por Márcio Ramos, conta de forma concisa e com toques de humor a contradição entre os desejos pessoais e a realidade que se impõe a qualquer pessoa. 

Divulgação
Maria José tem de largar os estudos e trabalhar
Maria José tem de largar os estudos e trabalhar
O tema central partiu da vida pessoal de Ramos, que, imerso em seu trabalho com televisão e vinhetas de publicidade, viu o sonho de realizar um curta sendo adiado pela realidade do dia-a-dia. 

"A idéia de realizar um projeto pessoal que fosse mais duradouro surgiu em 2000, mas, sem tempo, tive de adiá-lo por alguns anos", diz Ramos, que, além de dirigir, foi responsável por roteiro, fotografia, arte, som e montagem, contando apenas com a ajuda de Hérlon Ramos na composição da trilha sonora. 

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"Vida Maria", de Márcio Ramos, mostra em apenas oito minutos drama de Maria José
"Vida Maria", de Márcio Ramos, mostra em apenas oito minutos drama de Maria José
"A idéia central surgiu da minha própria experiência, da contradição entre um sonho [realização do curta] e a realidade [a rotina diária de trabalho] que se impõe todos os dias." Longe de parecer um auto-retrato, Ramos tornou o material ainda mais rico ao apresentar um ciclo na vida de Maria José, que é obrigada a largar os estudos para ajudar nas tarefas diárias da família. 

Assim como todas as Marias em sua infância, Maria José gosta mesmo é de "desenhar palavras" em seu caderno. Repreendida pela mãe, Maria vai ao quintal executar as tarefas da casa. De forma brilhante, Ramos mostra a repetição deste ciclo passando ao menos por três gerações. 

Assim, com toques de humor, o diretor cearense consegue falar em oito minutos mais sobre a triste situação sócio-econômica vivida por muitas gerações do que qualquer dissertação acadêmica. 


Homens não Sabem "Ler Emoções" no Rosto Alheio, Diz Estudo


O que muitas mulheres já sabiam na prática foi confirmado pela ciência. Homens não sabem identificar emoções ou o que se passa na cabeça feminina apenas olhando para o rosto. Segundo pesquisa da Universidade de Edimburgo, na Escócia, eles demonstram mais dificuldade na tarefa em comparação com as mulheres. As informações são do site do jornal Daily Mail.

A conclusão foi baseada na análise de fotos de rostos por voluntários de ambos os sexos e pelas impressões sobre cada uma das imagens. Os cérebros dos participantes foi escaneado e o tempo de resposta foi medido. Os voluntários precisaram responder primeiro se a foto era de um homem ou de uma mulher e depois dizer o quanto inteligente a pessoa parecia. Depois, precisaram fazer julgamentos sobre a personalidade de cada um.
Na primeira etapa não houve diferença significativa entre as respostas de homens e mulheres, mas na hora de formular as impressões homens demonstraram muitas dificuldades. Os testes revelaram que a região do cérebro responsável pelos julgamentos sobre as emoções ficaram muito mais irrigadas nos voluntários masculinos, o que aponta que eles precisam se esforçar mais para chegar a alguma conclusão.
Os dados, publicados pelo jornal PLOS ONE, serão usados para investigar pessoas diagnosticadas com autismo, que apresentam grande fluxo sanguíneo na mesma região. "Nossas descobertas sugerem que homens desenvolveram estratégias para lidar com uma menor empatia natural ativando certas regiões do cérebro usadas para lidar com situações sociais. Esse padrão também é verificado em pessoas com autismo, o que poderia ajudar a desenvolver novas ferramentas para ajudar pacientes a aprender regras sociais e a aprimorar habilidades para se relacionar com os outros", disse o professor Stephen Laurie, um dos pesquisadores, ao Daily Mail.


Cigarro Leva Minutos para Danificar DNA Humano


Os males do cigarro no organismo vão um pouco além dos conhecidos, saiba que além de tudo ele altera o seu DNA.
Tabagismo causa danos genéticos imediatos
É o que as pesquisas concluem sobre o hábito de fumar, pois através da absorção da fumança inicia-se um processo bioqúimico de transformação de nossos genes rapidamente aumentando o risco de câncer a curto prazo.
“Os resultados aqui relatados servem como uma dura advertência àqueles que estão pensando em começar a fumar”, disse a principal autora do estudo, Stephen S. Hecht, do Centro Maçônico do Câncer. Os causadores do câncer são os HAPs
Nesta pesquisa, os investigadores focaram na classe de causadores de câncer encontrados na fumaça do cigarro, os chamados hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, ou HAPs. Eles são conhecidos por causar danos ao DNA e por isso acredita-se que os mesmos tenham um importante papel na fase inicial do câncer de pulmão.
O que mais chamou a atenção da equipe de pesquisa foi a rapidez do processo causador de câncer, ao transformar-se rapidamente no corpo em uma toxina conhecida, o HAP em questão começou a causar danos ao DNA do fumante entre 15 e 30 minutos depois da inalação da fumaça.
Fonte: Comportamento e Saúde


Alfabetização ou Letramento?


Letramento é uma tradução para o português da palavra inglesa “literacy” que pode ser traduzida como a condição de ser letrado. Um indivíduo alfabetizado não é necessariamente um indivíduo letrado. Alfabetizado é aquele indivíduo que sabe ler e escrever; letrado é aquele que sabe ler e escrever, mas que responde adequadamente às demandas sociais da leitura e da escrita. Alfabetizar letrando, é ensinar a ler e escrever no contexto das práticas sociais da leitura e da escrita, assim o educando deve ser alfabetizado e letrado. A linguagem é um fenômeno social, estruturada de forma ativa e grupal do ponto de vista cultural e social. A palavra letramento é utilizada no processo de inserção numa cultura letrada.

Nos Estados Unidos e na Inglaterra, embora a palavra literacy já constasse do dicionário desde o final do século XIX, foi nos anos 80 , que o fato tornou-se foco de atenção e de estudos nas áreas da educação e da linguagem. No Brasil os conceitos de alfabetização e letramento se mesclam e se confundem. A discussão do letramento surge sempre envolvida no conceito de alfabetização, o que tem levado, a uma inadequada e imprópria síntese dos dois procedimentos, com prevalência do conceito de letramento sobre o de alfabetização. Não podemos separar os dois processos, pois a princípio o estudo do aluno no universo da escrita se dá concomitantemente por meio desses dois processos: a alfabetização, e pelo desenvolvimento de habilidades da leitura e escrita, nas práticas sociais que envolvem a língua escrita , o letramento.

O conhecimento das letras é apenas um meio para o letramento , que é o uso social da leitura e da escrita. Para formar cidadãos atuantes e interacionistas, é preciso conhecer a importância da informação sobre letramento e não de alfabetização. Letrar significa colocar a criança no mundo letrado, trabalhando com os distintos usos de escrita na sociedade. Essa inclusão começa muito antes da alfabetização, quando a criança começa a interagir socialmente com as práticas de letramento no seu mundo social. O letramento é cultural, por isso muitas crianças já vão para a escola com o conhecimento alcançado de maneira informal absorvido no cotidiano. Ao conhecer a importância do letramento, deixamos de exercitar o aprendizado automático e repetitivo, baseado na descontextualização.

Na escola a criança deve interagir firmemente com o caráter social da escrita e ler e escrever textos significativos. A alfabetização se ocupa da aquisição da escrita pelo indivíduo ou grupos de individuos, o letramento focaliza os aspectos sócio-históricos da aquisição de um sistema escrito por uma sociedade. “Em termos sociais mais amplos, o letramento é apontado como sendo produto do desenvolvimento do comércio, da diversificação dos meios de produção e da complexidade crescente da agricultura. Ao mesmo tempo, dentro de uma visão dialética, torna-se uma causa de transformações históricas profundas, como o aparecimento da máquina a vapor, da imprensa, do telescópio, e da sociedade industrial como um todo”. TFOUNI, Leda Verdiani.

A alfabetização deve se desenvolver em um contexto de letramento como início da aprendizagem da escrita, como desenvolvimento de habilidades de uso da leitura e da escrita nas práticas sociais que envolvem a língua escrita, e de atitudes de caráter prático em relação a esse aprendizado; entendendo que a alfabetização e letramento, devem ter tratamento metodológico diferente e com isso alcançar o sucesso no ensino aprendizagem da língua escrita, falada e contextualizada nas nossas escolas. Letramento é informar-se através da leitura, é buscar notícias e lazer nos jornais, é interagir selecionando o que desperta interesse, divertindo-se com as histórias em quadrinhos, seguir receita de bolo, a lista de compras de casa, fazer comunicação através do recado, do bilhete, do telegrama. Letramento é ler histórias com o livro nas mãos, é emocionar-se com as histórias lidas, e fazer, dos personagens, os melhores amigos. Letramento é descobrir a si mesmo pela leitura e pela escrita, é entender quem a gente é e descobrir quem podemos ser.

Autora: Amelia Hamze
Profª FEB/CETEC e FISO

O Papel do Professor na Era Cibernética










Houve um tempo em que o professor era o principal intermediador entre o conhecimento e o aluno. Com o avanço da informática, a situação mudou. Hoje, qualquer indivíduo possui acesso a diversas fontes de pesquisa, oriundas da internet. O problema é que nem todas as fontes virtuais são confiáveis e cabe ao professor a tarefa de orientar e desenvolver no aluno um senso crítico capaz de selecionar o que lhe for relevante.

Há pouco tempo atrás o professor adentrava sua sala, perdia um bom tempo fazendo a chamada, abria seu livro na lição do dia e se dirigia à sua principal ferramenta pedagógica, o quadro-negro. No final de sua aula, deixava aos alunos uma tarefa de casa, que possivelmente seria executada com o auxílio de livros. Hoje vivemos outra realidade.

Salvo algumas exceções, a sala de aula é equipada com computadores, conectados a internet. Antes de o professor iniciar sua explanação referente ao conteúdo lançado, o aluno mais curioso já está servido de inúmeras fontes, seguras ou duvidosas, a respeito do tema. O professor não é mais o único detentor do saber, em sala de aula. Hoje, seus maiores algozes são os sites de busca, na internet. E seu maior desafio é transformar o algoz em aliado.

Antigamente, para se tornar um autor, o referido era submetido a uma seleção, mais ou menos, criteriosa. Os livros eram as fontes de pesquisa mais confiáveis. Com a chegada da internet, o conhecimento se democratizou. Qualquer indivíduo pode se tornar autor, escrevendo para um site ou para um blog. Considerando tal premissa, o educador da nova era tem como dever levar ao aluno conhecimento para precisar sua busca e criticidade para filtrar o que lhe convém. E o principal: criatividade.

Um primeiro passo é utilizar os sites de busca como ferramentas didáticas. O educador poderá propor um assunto e pedir aos alunos que recolham o máximo de informações pertinentes ao tema. A seguir, os alunos deverão escolher três fontes que julguem seguras e outras três que julguem duvidosas. Feito isso, os alunos deverão justificar suas escolhas, destacando as discordâncias que os levaram a julgar as fontes como duvidosas. Quanto às fontes seguras, os alunos deverão pesquisar, na biblioteca, obras que referenciem sua pesquisa. Depois das devidas correções, o professor poderá propor ao aluno a construção de um blog, publicando somente o conteúdo julgado como confiável, complementado pelas referências bibliográficas. Além de trabalhar a criticidade, desenvolver a interdisciplinaridade (trabalhando noções de informática, ao desenvolver o site) e valorizar os livros (ao recorrer a eles como referência), o exercício resultará em uma confiável fonte de pesquisa escolar, já que passará pela revisão e aval de um profissional.
 
Por Demercino Júnior
Graduado em História

Desenvolvendo a Criatividade








Trabalhar a criatividade é uma forma de deixar qualquer aula mais dinâmica e proveitosa, pois incentiva os alunos a participarem com maior dedicação.
Sem se preocupar com a disciplina, estimular a criatividade é uma forma dos professores darem a chance de seus alunos irem atrás do conhecimento, de fazerem descobertas, de identificarem elementos fundamentais para se comprovar as teorias e os conteúdos escolares.
Hoje em dia a visão de educação mudou muito e os professores não são mais vistos como os detentores do saber, mas aqueles que promovem situações de circulação do conhecimento dentro da sala de aula.
Os alunos são cheios de ideias e intenções, mas muitas vezes os professores não permitem que os mesmos as exponham, impedindo o que poderia se transformar numa aula maravilhosa.
Apresentar trabalhos em forma teatral é uma maneira de propor o desenvolvimento dessa habilidade e a exposição pode se tornar um elemento fundamental para a aprendizagem.
Além disso, conhecer os vários gêneros teatrais, como: tragédia, comédia, drama, romântico, sátira, musical, marionetes e fantoches, evangélicos, pantomimas, monólogos; enriquecerá o lado cultural dos alunos.
Partindo de um conteúdo específico, o professor pode propor que um único grupo faça uma apresentação para o restante da turma. Dessa forma, o trabalho não ficará cansativo, como quando todos da sala apresentam a mesma matéria.
Ao iniciar o ano letivo, o docente poderá propor as apresentações como rodízio, mas os combinados devem ir de encontro com o interesse dos estudantes.





Com o desenvolvimento desse projeto, além do grupo que apresenta ter que dominar o conteúdo, os outros colegas da sala poderão esclarecer suas dúvidas sobre a matéria, podendo levantar perguntas e discussões após as apresentações.
Os alunos adoram esse tipo de trabalho, pois quebra a rotina do dia a dia na escola, na sala de aula, que se torna cansativa ao longo do ano letivo.
Até para aqueles que apresentam problemas de indisciplina, o estudo torna-se agradável e mais eficaz, pois quando o mesmo é o responsável pela apresentação, leva com muita seriedade e responsabilidade o trabalho que tem que apresentar.
As apresentações devem ter tempo limitado, para não prejudicar o andamento das aulas. Vinte minutos é o tempo necessário para se fazer uma boa encenação, envolvendo todas as disciplinas da grade curricular, como história, geografia, matemática, português, língua estrangeira, química, biologia, informática, artes visuais, etc., bem como qualquer série de ensino fundamental e médio.
Elementos como cenários e roupas devem ser montados pelos próprios alunos do grupo, mas desde que o professor limite-os a evitar despesas desnecessárias. É bom lembrar que customizar roupas ou fazê-las em papel ou TNT traz ótimos resultados.
Com isso, os professores terão a oportunidade de demonstrar confiança nos alunos, nas matérias e conteúdos trabalhados, além de valorizar e incentivar o desenvolvimento do potencial criativo e imaginativo de crianças e jovens, levando aos mesmos o benefício de ter uma autoestima elevada.
E os resultados serão mesmo satisfatórios e surpreendentes! Experimente!
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia

Cultura do Nordeste- Projeto Pedagógico


A cultura nordestina apresenta características das três diferentes etnias que formaram o seu povo: índios, negros e europeus, motivo pelo qual tornou-se muito rica e diversificada.
Estudar as riquezas desse povo, suas raízes culturais, será uma ótima oportunidade de perceber que os aspectos sociais da região nordeste trazem elementos próprios, como a linguagem, os símbolos que representam os fatos históricos ali acontecidos, além da arte, alimentação, etc., num trabalho interdisciplinar (envolvendo todas as matérias).
Levar a sugestão para a sala de aula é uma ótima forma de se perceber qual o centro de interesse dos alunos diante do tema, afinal, são eles os principais intérpretes do processo.
Como o tema é bem abrangente, existe a oportunidade de ser trabalhado em qualquer turma, pois basta que o professor adapte as ideias ao contexto de sua sala de aula.
Dentre as especificidades a serem trabalhadas, podemos destacar as brincadeiras populares do nordeste, que são sugeridas para as turmas de educação infantil; culinária, artesanato, literatura, danças, lendas folclóricas e religião, ficam para as turmas mais avançadas, pois são temas mais elaborados. Aqui seguem apenas sugestões, mas outros temas podem ser inseridos ao projeto, ou mesmo adaptados para outras turmas, pois permite tal flexibilidade.
Para o desenvolvimento do projeto é necessária muita discussão e debate na sala de aula, além de seminários, apresentações, pesquisas, atividades em grupo, atividades experimentais, passeios turísticos, etc. Tudo depende dos objetivos a serem conquistados.
Para uma turma que estuda sobre o artesanato, por exemplo, será muito importante o desenvolvimento de uma pesquisa sobre as mulheres rendeiras, cultura aprendida com as portuguesas, na época do Brasil colônia. Hoje as rendeiras são mundialmente conhecidas, pois seus trabalhos são de uma delicadeza incomparável. Para a confecção das rendas são utilizadas técnicas de bilros, alfinetes ou espinhos de cactos; labirinto, que consiste em abrir pequenos espaços nos tecidos, desfiando-os; e o filé, feito numa trama de rede, muito usado em toalhas, colchas e cortinas.
Com esses estudos direcionados, os alunos têm contato com a realidade cultural da região, fazem contato direto com a produção, podendo inferir conceitos sobre determinada cultura, estrutura de trabalho, de moradia, de vida, refletindo sobre a dignidade desse trabalho pouco valorizado.
Nesse momento cabe propor que aprendam a fazer crochê, sendo que cada um deverá montar um quadradinho, em sala de aula, pois juntarão todas as peças para montar uma colcha.
A culminância do projeto poderá ser uma apresentação, em praça pública, sobre os aspectos estudados, apresentações de danças, peças teatrais, exposição dos materiais confeccionados pelos alunos, enfim, uma forma de dar fechamento ao mesmo, mostrando para a sociedade os valores implantados dentro da escola.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia