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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A Importância do Plano de Aula



A realização do planejamento é imprescindível
no processo de ensino-aprendizagem
O planejamento está presente em quase todas as nossas ações, pois ele norteia a realização das atividades. Portanto, o mesmo é essencial em diferentes setores da vida social, tornando-se imprescindível também na atividade docente.

O planejamento de aula é de fundamental importância para que se atinja êxito no processo de ensino-aprendizagem. A sua ausência pode ter como consequência, aulas monótonas e desorganizadas, desencadeando o desinteresse dos alunos pelo conteúdo e tornando as aulas desestimulantes.

De acordo com Libâneo “o planejamento escolar é uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das atividades didáticas em termos de organização e coordenação em face dos objetivos propostos, quanto a sua revisão e adequação no decorrer do processo de ensino”. Portanto, o planejamento de aula é um instrumento essencial para o professor elaborar sua metodologia conforme o objetivo a ser alcançado, tendo que ser criteriosamente adequado para as diferentes turmas, havendo flexibilidade caso necessite de alterações.

Porém, apesar da grande importância do planejamento de aula, muitos professores optam por aulas improvisadas, o que é extremamente prejudicial no ambiente de sala de aula, pois muitas vezes as atividades são desenvolvidas de forma desorganizada, não havendo assim, compatibilidade com o tempo disponível.

Entre os elementos que devem compor um plano de aula estão:

- clareza e objetividade;
- Atualização do plano periodicamente;
- Conhecimento dos recursos disponíveis da escola;
- Noção do conhecimento que os alunos já possuem sobre o conteúdo abordado;
- Articulação entre a teoria e a prática;
- Utilização de metodologias diversificadas, inovadoras e que auxiliem no processo de ensino-aprendizagem;
- Sistematização das atividades com o tempo;
- Flexibilidade frente a situações imprevistas;
- Realização de pesquisas buscando diferentes referências, como revistas, jornais, filmes entre outros;
- Elaboração de aulas de acordo com a realidade sociocultural dos estudantes.

Portanto, o bom planejamento das aulas aliado à utilização de novas metodologias (filmes, mapas, poesias, músicas, computador, jogos, aulas práticas, atividades dinâmicas, etc.) contribui para a realização de aulas satisfatórias em que os estudantes e professores se sintam estimulados, tornando o conteúdo mais agradável com vistas a facilitar a compreensão.

Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia

A Organização e a Estrutura dos Sistemas de Ensino no Brasil


Lei de nº 9.394 de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 20 de dezembro de 1996 (LDB 9.394/96), é a que estabelece a finalidade da educação no Brasil, como esta deve estar organizada, quais são os órgãos administrativos responsáveis, quais são os níveis e modalidades de ensino, entre outros aspectos em que se define e se regulariza o sistema de educação brasileiro com base nos princípios presentes na Constituição.
Os órgãos responsáveis pela educação, em nível federal, são o Ministério da Educação (MEC) e o Conselho Nacional de Educação (CNE). Em nível estadual, temos a Secretaria Estadual de Educação (SEE), o Conselho Estadual de Educação (CEE), a Delegacia Regional de Educação (DRE) ou Subsecretaria de Educação. E, por fim, em nível municipal, existem a Secretaria Municipal de Educação (SME) e o Conselho Municipal de Educação (CME).
A educação básica no Brasil constitui-se do ensino infantil, ensino fundamental e ensino médio.
De acordo com o art. 21 da Lei n.º 9.394/96, a educação escolar (não a educação básica), além das três citadas anteriormente, compõe-se também donível superior.
Outras modalidades brasileiras de ensino são:
  • Educação de jovens e adultos (ensino fundamental ou médio);
  • Educação profissional ou técnica;
  • Educação especial;
  • Educação a distância (EAD);
Esquema de níveis e modalidades de educação e de ensino.
Existem dois tipos de categorias administrativas para as instituições de ensino:
  • Públicas: criadas ou incorporadas, mantidas e administradas pelo Poder Público;
  • Privadas: mantidas e administradas por pessoas físicas ou jurídicas de direito privado.
Segundo o Título IV, artigos 8º até o 20º da LDB 9.394/96, as instituições públicas e privadas estão ao cargo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:
  • União (Federal): é responsável pelas instituições de educação superior criadas e mantidas pelos órgãos federais de educação e também pela iniciativa privada.
Entre suas principais atribuições está: elaborar o Plano Nacional de Educação, organizar, manter e desenvolver os órgãos e as instituições oficiais do sistema federal de ensino e o dos territórios, prestar assistência técnica e financeira aos estados, Distrito Federal e municípios, estabelecer competências e diretrizes para a educação básica, cuidar das informações sobre o andamento da educação nacional e disseminá-las, baixar normas sobre cursos de graduação e pós-graduação, avaliar e credenciar as instituições de ensino superior.
  • Estados: cuidam das instituições estaduais de nível fundamental e médio dos órgãos públicos ou privados.
Os estados devem organizar, manter e desenvolver esses órgãos e instituições oficiais de ensino que estão aos seus cuidados, em regime de colaboração com os municípios, dividir  proporcionalmente as responsabilidades da educação fundamental, elaborar e executar políticas e planos educacionais, autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar os cursos das instituições de educação superior dos estados e assumir o transporte escolar dos alunos da rede estadual.
  • Distrito Federal - DF: instituições de ensino fundamental, médio e de educação infantil criadas e mantidas pelo poder público do DF e também privadas.
O DF possui as mesmas responsabilidades que os estados.
  • Municípios: são responsáveis, principalmente, pelas instituições de ensino infantil e fundamental, porém, cuidam também de instituições de ensino médio mantidas pelo poder público municipal. Pode optar por se integrar ao sistema estadual de ensino ou compor com ele um sistema único de educação básica.
Os municípios devem organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos seus sistemas de ensino, exercer ação redistributiva em relação às suas escolas, autorizar, credenciar e supervisionar os estabelecimentos do seu sistema de ensino, oferecer educação infantil em creches e pré-escolas e assumir a responsabilidade de prover o transporte para os alunos da rede municipal.
Cada instituição de ensino pode, de maneira democrática, definir suas próprias normas de gestão, visto que cada uma tem suas peculiaridades, levando em conta a região. É claro que essas normas devem também submeter-se aos órgãos citados anteriormente, sem interferir em suas decisões e ordens de organização e estrutura do sistema de ensino.

Por Jennifer Fogaça
Graduada em Química

Mulheres Jovens são as Mais Estressadas, Diz Pesquisa


Pesquisa mostra que as mulheres mais jovens são as mais estressadas. Os números vêm da Inglaterra, mas podem dar um panorama geral de como anda o equilíbrio das mulheres em todo o mundo. Segundo levantamento realizado por uma marca de remédios, divulgado no jornal Daily Mail, o grupo que mais sofre desse tipo de problema está na faixa etária de 25 a 34 anos.

Segundo o estudo, o motivo de tanto estresse é tentar conciliar a carreira, que normalmente está engrenando, cuidar de filhos e ainda se preocupar com o futuro, o que inclui pagamentos com a prestação do imóvel. Em geral, 67% das mulheres se sentem pressionadas por algum desses fatores e encaram o estresse cerca de 208 vezes por semana.
As mulheres sentem mais os efeitos do estresse do que os homens e têm dificuldades em lidar com ele. Um quarto delas admitiu sentir-se sobrecarregada mais de oito vezes por semanas.
O levantamento feito com 2 mil adultos, entre homens e mulheres, mostra que a principal preocupação é com o dinheiro. Trinta e nove por cento temem não conseguir pagar as contas e 30% se estressa por não conseguir cumprir todas as tarefas ao longo do dia. Manter o equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal estressa 22% dos entrevistados e 12% se preocupa com as decisões que podem afetar o futuro dos filhos.
Entre as mulheres, o que se destaca é a preocupação com as tarefas domésticas e com o relacionamento com o parceiro e outras. Já os homens surtam com longas jornadas de trabalho, trânsito e se estressam até se estão sentados no banco do passageiro, em vez de dirigir o carro.
Em dias muitos estressantes, 43% das mulheres perdem o sono, 41% atacam guloseimas e 21% admitiram consumir bebida alcóolica. Irritadas, tensas e cansadas foram as expressões usadas para descrever como ficam em dias estressantes, que também costumam gerar dores de cabeça e batimentos cardíacos acelerados

Falta de Recursos Afeta a Forma de Tomar Decisões


A escassez de recursos financeiros afeta a maneira como as pessoas pensam e tomam decisões. Segundo pesquisa publicada hoje na revista Science, essa é a explicação para o fato de pessoas em situação de pobreza tomarem atitudes que reforçam essa condição, como fazer empréstimos demais e economizar de menos.

Enquanto outras interpretações imputam esse comportamento a traços da personalidade ou a fatores sociais relacionados à pobreza, esse estudo propõe que qualquer um, quando submetido a uma situação de escassez, pode ser levado a deslocar sua atenção para problemas mais imediatos e negligenciar questões de longo prazo.
Para chegar a essa conclusão, pesquisadores das Universidades de Chicago, de Harvard e de Princeton submeteram voluntários a cinco experimentos. Eles se assemelham a jogos que simulam situações cotidianas envolvendo a administração de recursos. Em cada experimento, os participantes foram divididos aleatoriamente em dois grupos: um recebeu orçamento maior - os "ricos" - e outro, um orçamento menor - os "pobres".
O que os experimentos demonstraram foi que, na situação da escassez de recursos, as pessoas tendem a despender muito mais esforço para administrar as pequenas despesas. Para os que são mais pobres, elas parecem mais urgentes e geram uma ansiedade desproporcional.
Esse excesso de concentração no problema imediato resulta contraproducente, pois leva os indivíduos a desconsiderarem as questões menos imediatas, porém mais importantes. Uma das atividades realizadas pelos pesquisadores, por exemplo, concluiu, por meio de testes de atenção, que participantes com orçamento menor no jogo tinham um cansaço mental maior.
Os pesquisadores dão um exemplo: enquanto nos concentramos em pagar a conta da mercearia de semana em semana, corremos o risco de negligenciar o aluguel do mês seguinte.
É isso o que estimularia as pessoas mais carentes a contrair empréstimos com juros altos. "Se a escassez cria um foco nas despesas urgentes de hoje, a atenção irá para os benefícios do empréstimo, mas não para os seus custos", diz o artigo.
De acordo com a psicóloga Nereida Silveira, professora da área de gestão humana e social da Universidade Mackenzie, câmpus Campinas, existe uma espécie de embotamento que impede que as pessoas com menos recursos tenham uma visão de longo prazo. Essa situação, segundo ela, vem de um desconforto interno provocado pelo conflito de querer consumir certos bens e não ter dinheiro para tal.
"A sensação é de que a pessoa tenta voltar a um estado de equilíbrio, mas não consegue, porque tem de resolver problemas imediatos. É a questão daquelas pessoas que estouram o cartão de crédito, entram em cheque especial e não conseguem perceber que se pararem, fizerem cortes e negociarem as contas, podem voltar ao equilíbrio", diz.
Nereida conclui que a compreensão de como opera o comportamento econômico das pessoas em dificuldades financeiras "é de suma importância para o desenho de políticas públicas, bem como para empresas orientadas para as classes mais vulneráveis".
Para a psicóloga Elaine Lombardi, consultora em desenvolvimento humano da consultoria MSDH, a falta de dinheiro provoca sentimentos como a frustração de não ter a situação sob controle, insegurança com relação ao futuro e, finalmente, desespero. "É justamente isso que vai levar a pessoa a tomar uma decisão sem ter dados objetivos suficientes que a ajudem a decidir." Sair dessa situação em que a pobreza reforça a pobreza requer força de vontade, segundo a consultora. "Pensando em termos de atitude, é preciso assumir um comportamento de protagonista e tomar as rédeas da vida", afirma Elaine.
Tempo. A mesma lógica, segundo os pesquisadores, pode ser aplicada para outros recursos em escassez, como o tempo, por exemplo. As pessoas muito ocupadas, às quais falta tempo, também tomam "empréstimos" quando pedem prorrogações de prazo. "Como os pobres, os ocupados pedem prorrogações com frequência porque focam nas tarefas urgentes, mas negligenciam tarefas importantes que parecem menos prementes", indica a pesquisa.
Fonte: Estadão

Psicóloga Ensina como Lidar com a Arrogância dos Colegas de Trabalho


A arrogância vem do orgulho exacerbado, que é observada por meio da altivez no trato com as pessoas. Normalmente o olhar e o tom de voz denunciam a arrogância. Já o prepotente é aquele que se utiliza do poder para se sobressair ou para fazer valer a sua vontade.
Mas tanto a arrogância quanto a prepotência podem ter a mesma origem: baixa estima. A autoestima é formada pela autoconsciência (conhecimento de si mesmo), autoconfiança, autorrespeito e amor próprio.
Todos nós temos uma imagem real (o que realmente somos) e uma imagem idealizada (o que gostaríamos de ser). A pessoa orgulhosa demais acaba se apegando na imagem que ela "gostaria de ser" e não na que "realmente é". Talvez porque o que ela realmente é seja algo ruim para ela. Algumas experiências passadas podem ter deixado marcas negativas em sua autoestima, de modo que ela duvida de si mesma, de seu potencial, de sua inteligência e de sua beleza.
A baixa estima causa sentimentos de menos valia, rejeição, tristeza e angústia, e como é muito ruim lidar com tudo isso, por uma defesa inconsciente, a pessoa se apega à imagem que ela gostaria de ser - alguém melhor, mais sábio e mais inteligente. A arrogância afasta as pessoas, mas para quem tem baixa estima, esse distanciamento é considerado positivo porque traz a ilusão de que, à distância, as pessoas não verão o que ela tanto esconde: ela mesma.
O medo explica a forma rude que, muitas vezes, o arrogante trata as pessoas. O arrogante só está tentando se defender das próprias fantasias inconscientes e, em muitos casos, a melhor defesa é o ataque. Ao atacar ele só quer se certificar de que as pessoas realmente se manterão à distância, evitando assim o "desmascaramento".
Não é à toa que a arrogância, vem acompanhada da prepotência, porque o inseguro precisa muito se proteger. Aliás, ele passa a maior parte do tempo pensando em como proteger a imagem criada, a manter as pessoas à distância de forma a não ser desmascarado, e confirmar seu poder impondo que as pessoas façam as suas vontades. O poder, nesses casos, é um grande aliado. E, num momento de defesa, "por que não usar o poder?" – pergunta-se o arrogante temeroso.
A dificuldade de lidar com o arrogante ocorre porque ele atinge o nosso próprio orgulho. Sim, só se sente ofendido quem também é orgulhoso, e o orgulhoso é mais propenso ao sentimento de orgulho ferido, é mais melindrado, fica mais chateado, e com mais raiva, do que aquele que possui autoestima equilibrada.
Por isso, seguem algumas dicas para lidar com pessoas arrogantes no trabalho:
1. Mostre que você está lá para ajudá-lo e não para competir;
2. Conquiste a confiança e dê feedbacks sempre que possível: lembre-se que feedback deve ser dado da seguinte forma:
Coloque os pontos positivos
Informe, baseado em fatos observáveis, o comportamento que a pessoa teve e as consequências do mesmo, por exemplo, "o fato de ter chamado a nossa equipe de incompetente durante a reunião, gerou insatisfação geral e isso teve um impacto negativo no nosso rendimento".
3. Observe a si mesmo e suas reações. Se você se sente ofendido com frequência, perceba se você também não está sendo vítima de seu próprio orgulho. A pessoa com autoestima não se ofende com facilidade porque reconhece seu próprio valor e não toma agressões como sendo pessoais.
Após saber lidar com o arrogante, vale algumas dicas para não cair na armadilha da arrogância:
1. Desenvolva a autoconsciência: quanto mais a pessoa se conhece melhor é o ajuste entre a "imagem que gostaria de ser" e "o que você realmente é".
2. Desenvolva a autoconfiança: a confiança em si mesmo é desenvolvida pela coerência entre o que se pensa e fala sobre si mesmo e o que realmente se faz. Por exemplo, se ser uma pessoa determinada é algo positivo, você deve conseguir enxergar no dia a dia comportamentos que mostrem que você realmente é uma pessoa determinada.
3. Desenvolva o autorrespeito: conhecer as limitações é importante para saber até onde você aguenta determinada situação e se resguardar de um desgaste maior. Também é importante valorizar e respeitar aspectos positivos de si mesmo.
4. Ame a si mesmo: quem não tem amor por si mesmo, dificilmente terá amor para com o outro. Quem cobra muito de si, irá cobrar muito do outro. Aprenda a perdoar a si mesmo, pois assim será mais fácil tolerar e perdoar as dificuldades alheias.
Meiry Kamia - Palestrante, psicóloga, mestre em Administração de Empresas, consultora organizacional.